07 agosto 2011

De'Mar foi entrevistado, disse coisas lindas sobre a vida dele, e eu resolvi postar aqui.
Como a entrevista é grande, vou postar em partes. Tentei traduzir o mais próximo possível do que ele falou, e está dando pra entender bem, eu acho.
Fale um pouco sobre como você se tornou um
baterista, e nos dê uma breve história de sua carreira.

Acredito que é muito bonito, onde tudo começou. Quando eu era jovem , eu era fascinado por bateria. Eu cresci em uma igreja batista no Southside de Chicago. Meu pai era ministro-assistente de música, e minha mãe cantava no coro. Eu estava cercado por música desde muito jovem.
Parecia que toda criança na igreja queria ser baterista. Eu estava sempre tentando me sentar junto à bateria, assistindo e esperando que um dia eles me dariam a chance de tocar.
Logo tive a oportunidade de tocar uma música ou duas
na igreja, quando eu tinha uns 7 anos de idade. Depois toquei para o coral de crianças,em seguida o coro juvenil e , finalmente, o coro adulto. Comecei a receber para tocar, não era muito mas foi muito legal ser pago para fazer algo que eu gostava.
Meu pai também trabalhou em um coral comunitário de chicago, que hospedava uma oficina de música a cada verão. Foi onde eu conheci muitos outros bateristas. Não haveria aulas durante o dia e à noite haveria ensaios, no final deste workshop de uma semana, o coro principal iria gravar um álbum ao vivo. Nesta época, estudei esses bateristas e aprendi muito.

Quando fiquei mais velho , meu melhor amigo na época foi convidado a estar em uma banda punk. Ele se recusou, e disse a eles sobre mim. Então, esses garotos vieram no corredor da escola e perguntaram se eu estaria interessado. Eu não tinha idéia do que era punk. Eu ouvia apenas gospel e R&B. (No ensino médio , eu definitivamente amava bandas como Green Day e Foo Fighters, mas por algum motivo eu parei de ouvir rock.)
Então depois de praticar com eles, aprendi o que era punk, e me juntei a banda. Essa banda me levou a ingressar em outra banda de uma escola vizinha. Nós fizemos um show em um parque de skate, e uma banda chamada Knockout tocou também. O baterista dela veio até mim e perguntou se eu estaria interessado em se juntar a Knocko
ut porque ele estava saindo para a faculdade.
Recusei porque pensei que o que estava acontecendo com a minha banda era grande, e porque os caras da outra banda moravam muito longe (dessa forma não poderia ver como trabalhavam).
Meu melhor amigo então entrou na banda deles. Durou poucos meses porque eles não se davam bem. Eu ia a ensaios da Knockout o tempo todo, e acabei desenvolvendo uma amizade com os caras. Foi só uma questão de tempo para meu melhor amigo sair, e me chamarem para participar. Saí da minha banda, e me juntei a eles.

Então houve o tempo em que Knockout estava ganhando algum reconhecimento em todo o subúrbio de Chicago. Fomos umas das primeiras bandas de lá a obter contrato com uma gravadora. Também um dos primeiros a sair em turnê.
Eu estava na Knockout a cerca de três anos, e eventualmente, a banda se desfez. Algumas bandas me perguntaram se eu gostaria de me juntar a elas. Eu disse a mim mesmo que a única maneira de eu voltar a tocar seria se Fall Out boy ou Plain white Ts me pedissem. Eu não estava interessado em outros.
Em uma festa em casa durante o verão de 2003, o vocalista Tom, brincando, perguntou se eu queria estar em sua banda. Em seguida, uma segunda vez, em um show ele me perguntou de novo. Em minha mente eu me perguntava "Porque esse cara está brincando comigo, ele não sabe que eu adoraria estar em sua banda?". Tom tinha a sensação de que seu baixista iria sair, e ele pensou porque eu não poderia participar de Plain White T's. O quarteto se tornaria em um quinteto, e ele apenas cantaria.
Dois dias depois ele me ligou e disse "Eu preciso de você pra voar para Los Angeles em um par de dias e experimentar uma banda". Eu lembro daquele dia.. Eu tinha tentado achar um emprego.
Era tudo tão louco. Eu sou o tipo de pessoa que acredita que tudo acontece por uma razão. Então, quando me pediram, e também porque havia feito um traro comigo mesmo, eu sabia que era pra ser.

Percebi em uma idade jovem que queria ser um baterista profissional. Eu não sabia como eu iria chegar lá, mas eu sabia que queria ser. Antes de me juntar a PWTS, eu também tinha acabado de terminar o meu primeiro semeste da faculdade onde estudei performance musical.

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